Governo brasileiro deve revisar com urgência a sua posição favorável às Farc
Ricardo Vélez Rodríguez, coordenador do Centro de Pesquisas Estratégicas “Paulino Soares de Sousa” da Universidade Federal de Juiz de For, texto opinião, “Lições de uma guerra abortada”. Algumas lições devem ser tiradas dos fatos ocorridos. Terceira lição: o governo brasileiro deve revisar com urgência a sua posição favorável às Farc, ao não arrolá-las como grupo terrorista e ao ficar simplesmente censurando o governo da Colômbia pelo fato de se defender… O governo Lula fica cheio de dedos quando se trata de condenar alguém do famigerado Foro de São Paulo, simplesmente por simpatias ideológicas, que de forma alguma devem pautar a nossa política externa. Martha Colmenares. Continuación y Versão español
Sexta-Feira, 21 de Março de 2008
Lições de uma guerra abortada
estadao.com.br
Ricardo Vélez Rodríguez
O clima sul-americano esteve quente nas últimas semanas, em decorrência do bombardeio, pela Força Aérea colombiana, do acampamento das Farc na zona limítrofe do Equador com a Colômbia. Tratava-se de um posto avançado das Farc, dotado de todos os serviços. A morte do comandante Raúl Reyes era o objetivo colimado pelos atacantes. Os dados encontrados nos computadores em poder dos guerrilheiros revelam, de entrada, as vinculações inegáveis entre os meliantes e os governos dos presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, e Rafael Correa, do Equador, justamente os que mais bravatas protagonizaram logo após o falecimento do mencionado guerrilheiro, a quem Chávez deu o estatuto de herói.
Algumas lições devem ser tiradas dos fatos ocorridos.
Em primeiro lugar, que é legítimo o esforço do presidente Álvaro Uribe na sua luta contra os guerrilheiros das Farc. A Colômbia invadiu o território equatoriano? Sim, mas para preservar a integridade do Estado, seriamente ameaçado pela guerrilha de narcotraficantes. Do ponto de vista das relações internacionais, aos colombianos assiste a Resolução 1.376 da Organização das Nações Unidas, de 2001, que proíbe aos países membros abrigar no seu território grupos terroristas, financiá-los ou fornecer-lhes armamento. Ora, o Equador repetidas vezes havia feito vista grossa aos alertas do governo de Bogotá que indicavam a presença de guerrilheiros das Farc nesse país. A invasão de dois quilômetros em território equatoriano soa, assim, como ato de legítima defesa, praticado pelas Forças Armadas colombianas. Os documentos apreendidos mostraram que havia contatos freqüentes entre Raúl Reyes, o governo equatoriano e o presidente Chávez.
Segunda lição: ficou claro de que lado estão o presidente Chávez e o seu seguidor, o presidente equatoriano. Eles se alinharam em favor dos fora-da-lei ao tomarem as dores das Farc, exigindo, inclusive, da comunidade internacional o reconhecimento desses terroristas como grupo beligerante. O que eram apenas indícios levantados por jornalistas, no sentido de que Chávez dava abrigo, na Venezuela, aos grupos guerrilheiros colombianos, permitindo-lhes acesso a serviços médicos essenciais, a materiais de intendência e armamentos, ficou confirmado nos documentos apreendidos no acampamento das Farc. O presidente venezuelano deverá explicar, agora, à comunidade internacional a “ajuda” de US$ 300 milhões concedida à guerrilha colombiana. Deverá dar explicações, outrossim, acerca da notícia, que foi divulgada por alguns jornalistas, de que as Farc colaboram com o líder venezuelano no treinamento das milícias revolucionárias “bolivarianas”. Explicações deverão ser dadas, de outro lado, pelo presidente Correa, do Equador, no relativo ao abrigo dado aos meliantes das Farc. É reprovável a farsa em torno dos direitos humanos dos seqüestrados pelas Farc, protagonizada por Chávez e por Correa, os quais chegaram a negociar com a vida das vítimas para obter dividendos políticos.
Terceira lição: o governo brasileiro deve revisar com urgência a sua posição favorável às Farc, ao não arrolá-las como grupo terrorista e ao ficar simplesmente censurando o governo da Colômbia pelo fato de se defender. Se o Brasil pretende assumir um papel de mediador na América Latina, deve fazer esforços concretos em prol de manter clara uma posição equilibrada. O populismo é mau conselheiro nas relações internacionais, seja lá pelas razões que se aleguem. O governo Lula fica cheio de dedos quando se trata de condenar alguém do famigerado Foro de São Paulo, simplesmente por simpatias ideológicas, que de forma alguma devem pautar a nossa política externa. Felizmente, no caso da reunião da Organização dos Estados Americanos (OEA) e do Grupo do Rio, ficou do lado de fora o “chanceler ad hoc” petista, Marco Aurélio Garcia, cujas declarações à imprensa internacional comprometeram a sensatez que deveria prevalecer no alto governo, ao se mostrar simpático às Farc, pondo em risco a idoneidade do governo brasileiro para lidar com assuntos ligados ao combate contra o terrorismo.
Quarta lição: ficou claro que a Colômbia está conseguindo vencer os terroristas, preservando o Estado de Direito e as garantias constitucionais, graças, sobretudo, à sensata política de “segurança democrática” desenvolvida pelo presidente Uribe e, também, em decorrência das reformas efetivadas nas Forças Armadas e na polícia. Hoje, elas são as mais preparadas do continente na luta antiguerrilheira. É uma organização moderna de 208 mil homens (sendo 136 mil do Exército, 15 mil da Marinha, 7 mil da Força Aérea e 50 mil da Polícia Nacional), que desenvolve uma luta sem quartel contra os inimigos da democracia. Está-se tornando realidade o que o estudioso Alfredo Rangel dizia há algum tempo: as Farc deverão acolher-se às negociações de paz, nos termos fixados pelo Estado colombiano, que contemplam a submissão à Justiça de todos aqueles que tiverem praticado crimes de lesa-humanidade e abrem espaço para a desmobilização pacífica dos demais membros das organizações subversivas.
Que as Farc estão chegando ao fim da linha, disso não resta dúvida, a julgar pelo desespero que assola os que, do exterior, dão apoio militar a esses facínoras - que o digam as bravatas de Chávez e Correa, em dias passados; e que o digam, também, os apavorados chefes de segurança dos líderes da narcoguerrilha, que começaram já a entregar os seus comandantes, a fim de salvar a própria pele e ganhar as milionárias recompensas que o governo de Uribe oferece aos que facilitem a captura, vivos ou mortos, dos capi di tutti capi das Farc.
Ricardo Vélez Rodríguez, coordenador do Centro de Pesquisas Estratégicas “Paulino Soares de Sousa” da Universidade Federal de Juiz de Fora, é membro do Instituto de Humanidades (Londrina) e da Academia Brasileira de Filosofia (Rio de Janeiro)
E-mail: rive2001@gmail.com
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Publicado por la Agencia Estado de São Paulo, el 21 de
Gracias a Roldão Lima Junior por la traducción.
Lecciones de una guerra abortada
Ricardo Vélez Rodríguez
El clima sudamericano estuvo caliente en las últimas semanas, en consecuencia del bombardeo, por la Fuerza Aérea colombiana, del campamento de las FARC en la zona limítrofe de Ecuador con Colombia. Se trataba de un puesto avanzado de las FARC, dotado de todos los servicios. La muerte del comandante Raúl Reyes era el objetivo colimado por los atacantes. Los dados encontrados en las computadoras en poder de los guerrilleros revelan las vinculaciones innegables entre los meliantes y los gobiernos de los presidentes Hugo Chávez, de Venezuela, y Rafael Correa, de Ecuador, justamente los que más bravatas protagonizaron después del fallecimiento del mencionado guerrillero, a quien Chávez dio el status de héroe.
Algunas lecciones deben ser tiradas de los hechos ocurridos.
En primer lugar, que es legítimo el esfuerzo del presidente Álvaro Uribe en su lucha contra los guerrilleros de las FARC. ¿Colombia invadió el territorio ecuatoriano? Sí, pero para preservar la integridad del Estado, seriamente amenazado por la guerrilla de narcotraficantes. Del punto de vista de las relaciones internacionales, a los colombianos asiste la Resolución 1.376 de la Organización de las Naciones Unidas, de 2001, que prohibe a los países miembros abrigar en su territorio grupos terroristas, financiarlos o suministrarles armamento. Ora, Ecuador repetidas veces había hecho vista grossa a los alertas del gobierno de Bogotá que indicaban la presencia de guerrilleros de las FARC en ese país. La invasión de dos kilómetros en territorio ecuatoriano sana, así, como ato de legítima defensa, practicado por las Fuerzas Armadas colombianas. Los documentos aprehendidos mostraron que había contactos frecuentes entre Raúl Reyes, el gobierno ecuatoriano y el presidente Chávez.
Segunda lección: se puso claro de que lado están el presidente Chávez y su seguidor, el presidente ecuatoriano. Ellos se aliñaron en favor de los fuera-de la-ley a lo tomen las dolores de las FARC, exigiendo, incluso, de la comunidad internacional el reconocimiento dieses terroristas como grupo beligerante. Lo que eran apenas indicios levantados por periodistas, en el sentido de que Chávez daba abrigo, en Venezuela, a los grupos guerrilleros colombianos, permitiéndoles acceso a servicios médicos esenciales, a materiales de intendencia y armamentos, quedó confirmado en los documentos aprehendidos en el campamento de las FARC. El presidente venezolano vendrá a explicar, ahora, a la comunidad internacional a “ayuda” de US$ 300 millones concedida a la guerrilla colombiana. Deberá dar explicaciones, otrosí, acerca de la noticia, que fue divulgada por algunos periodistas, de que las FARC colaboran con el líder venezolano en el entrenamiento de las milicias revolucionarias “bolivarianas”. Explicaciones deberán ser datas, de otro lado, por el presidente Correa, de Ecuador, en el relativo al abrigo dado a los meliantes de las FARC. Es reprobable la farsa en torno de los derechos humanos de los secuestrados por las FARC, protagonizada por Chávez y por Correa, quiénes llegaron a negociar con la vida de las víctimas para obtener dividendos políticos.
Tercera lección: el gobierno brasileño debe revisar con urgencia su posición favorable a las FARC, a lo no enrollarlas como grupo terrorista y al quedar simplemente censurando el gobierno de Colombia por el hecho de defenderse. Si Brasil pretende asumir un papel de mediador en América Latina, debe hacer esfuerzos concretos en prol de mantener clara una posición equilibrada. El populismo es malo consejero en las relaciones internacionales, sea allá por las razones que se aleguen. El gobierno Lula queda lleno de dedos cuando se trata de condenar alguien del famigerado Foro de São Paulo, simplemente por simpatías ideológicas, que de forma alguna deben pautar nuestra política externa. Felizmente, en el caso de la reunión de la Organización de los Estados Americanos (OEA) y del Grupo de Rio, se quedó del lado foráneo el “canciller ad hoc” petista, Marco Aurélio Garcia, cuyas declaraciones a la prensa internacional comprometieron la sensatez que debía prevalecer en el alto gobierno, a lo se mostrar simpático a las FARC, poniendo en riesgo a idoneidad del gobierno brasileño para manejar asuntos ligados al combate contra el terrorismo.
Cuarta lección: se puso claro que Colombia está consiguiendo vencer los terroristas, preservando el Estado de Derecho y las garantías constitucionales, gracias, sobretodo, a la sensata política de “seguridad democrática” desarrollada por el presidente Uribe y, también, en consecuencia de las reformas efetivadas en las Fuerzas Armadas y en la policía. Hoy, son las más preparadas del continente en la lucha antiguerrillera. Es una organización moderna de 208 mil hombres (siendo 136 mil del Ejército, 15 mil de la Marina, 7 mil de la Fuerza Aérea y 50 mil de la Policía Nacional), que desarrolla una lucha sin cuartel contra los enemigos de la democracia. Se está tornando realidad qué el estudioso Alfredo Rangel decía de un tiempo acá: las FARC deberán acogerse a las negociaciones de paz, noshemos fijados por el Estado colombiano, que contemplan el sumisión a la Justicia de todos aquéllos que hayan practicado crímenes de lesa-humanidad y abren espacio para el licenciamiento pacífico de los demás miembros de las organizaciones subversivas.
Que las FARC están llegando al fin de la línea, de eso no resta duda, a juzgar por la desespero que asuela los que, del exterior, dan apoyo militar a esos facinerosos - que lo digan las bravatas de Chávez y Correa, en días pasados; y que lo digan, también, los despavoridos jefes de seguridad de los líderes de la narcoguerrilla, que comenzaron ya a entregar sus comandantes, a fin de salvar la propia piel y ganar las millonarias recompensas que el gobierno de Uribe ofrece a los que faciliten el captura, vivos o muertos, de los capi di tutti capi de las FARC.
Ricardo Vélez Rodríguez, coordinador del Centro de Pesquisas Estratégicas “Paulino Soares de Sousa” de la Universidad Federal de Juiz de Fora - MG, es miembro del Instituto de Humanidades (Londrina - PR) y de la Academia Brasileña de Filosofía (Rio de Janeiro) e-mail: rive2001@gmail.com
Publicado por la Agencia Estado de São Paulo, el 21 de
Gracias a Roldão Lima Junior por la traducción.




























Marzo 23rd, 2008 at 9:40 pm
Lula ha perseguido metas ideológicas en la política extranjera del Brasil para solidificar su base política petista. Esto ha sido un error del principio y ha debilitado la estabilidad del continente. Una continuación de esta política conducirá a la desestabilización adicional y a un debilitamiento de la estatura del Brasil en política internacional.
Pero puede ser que Lula sea incapaz de cambiar su postura hacia las FARC porque él necesita “el mito” de “la justicia de la revolución” para sus propias razones políticas domésticas más que Brasil necesita la estabilidad de la región para su seguridad nacional.
Jacobo
E.U.
Marzo 24th, 2008 at 6:29 pm
Jacobo, no se si sabías pero el gran aliado del Foro de Sao Paolo es Lula, es co fundador.
Saludos, y gracias por tus interesantes aportaciones.
Martha